A Batalha por Kyiv – O Fracasso da Blitzkrieg russa

Há 4 anos, a Batalha por Kyiv terminou com a derrota e a retirada das tropas russas.


Desde o primeiro dia da invasão russa, em 24 de fevereiro de 2022, ficou claro que um dos principais objetivos das tropas russas era capturar a capital da Ucrânia – a cidade de Kyiv.


Inicialmente, os russos tentaram capturar Kyiv com um ataque relâmpago em 2 a 3 dias. Desembarcaram tropas de helicópteros no aeroporto de Gostomel, a 10 km de Kyiv, e pretendiam receber ali aviões de transporte com reforços. No entanto, os defensores frustraram esses planos ao danificar a pista.


Em seguida, os russos tentaram cercar a capital ucraniana. Os invasores atacaram por três direções – noroeste, nordeste e leste. Batalhas particularmente intensas ocorreram nos arredores a noroeste de Kyiv, onde os russos capturaram cidades satélites da capital – Bucha, Vorzel e Gostomel. Na região da vila de Moshchun, cruzaram o rio Irpin e chegaram muito perto de Kyiv. No entanto, as tropas ucranianas explodiram uma barragem, dificultando a travessia dos invasores, e depois destruíram a cabeça de ponte russa com fogo de artilharia.


Desde os primeiros dias da invasão, milhares de habitantes de Kyiv pegaram em armas e juntaram-se ao exército ucraniano. Com ataques de artilharia, ataques aéreos e emboscadas, os ucranianos paralisaram colunas de equipamentos russos que se estendiam por vários quilómetros. Na direção nordeste, a ofensiva russa foi interrompida perto da cidade de Brovary, a cerca de 33 km de Kyiv, onde a artilharia ucraniana destruiu uma grande coluna de equipamentos russos. Na direção leste, as colunas russas ficaram presas, sem conseguir chegar a Kyiv, pois as tropas ucranianas interromperam o seu abastecimento de combustível.


Incapazes de cercar Kyiv, em 21 de março, os russos passaram à defensiva. Em contrapartida, as tropas ucranianas, reforçadas, lançaram uma contraofensiva em 22 de março e rapidamente assumiram a iniciativa. Em apenas uma semana, a defesa russa desmoronou. Em 29 de março de 2022, os russos anunciaram a intenção de “reduzir a atividade militar na direção de Kyiv”.

Tratou-se de uma tentativa de disfarçar a sua derrota militar como um “gesto de boa vontade” diplomático, mas, na realidade, marcou o início de uma retirada em massa que, sob a pressão das forças ucranianas, rapidamente se transformou em fuga.


Em 31 de março, as Forças de Defesa da Ucrânia libertaram Bucha. No entanto, a alegria da libertação foi ofuscada pelos crimes de guerra russos descobertos na cidade. Ficou comprovado que os invasores russos executaram civis em massa.


Enquanto isso, as tropas russas começaram a recuar a uma velocidade de 20 a 30 quilómetros por dia, abandonando tudo o que pudesse dificultar a fuga. A artilharia ucraniana “ajudou” os russos a recuar ainda mais rapidamente. Entre outros achados nas colunas derrotadas, foi encontrado um uniforme de desfile que os invasores pretendiam usar ao marchar pela principal avenida da capital ucraniana. No entanto, os defensores de Kyiv frustraram esses planos.


Em 2 de abril, as tropas russas abandonaram definitivamente a região de Kyiv, enquanto as forças ucranianas alcançaram a fronteira estatal. A batalha por Kyiv durou 36 dias e terminou num fracasso estratégico completo da chamada “operação militar especial” russa. Os ocupantes perderam milhares de equipamentos e algumas das suas melhores unidades aerotransportadas. A capital ucraniana permaneceu livre, e o mundo viu que o chamado “segundo exército do mundo”, tão exaltado pela propaganda de moscovo, podia ser derrotado — e não apenas recuar, mas fugir em pânico.