23 de Março de 2026
Comissão da ONU acusa rússia de crimes de guerra
As Forças de Defesa da Ucrânia frustraram uma operação ofensiva estratégica russa que estava sendo preparada para março. O anúncio foi feito pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Os russos começaram a preparar uma grande ofensiva no final do ano passado. Em resposta, as Forças de Defesa da Ucrânia realizaram suas próprias contraofensivas para impedir uma operação em larga escala. Como resultado, a intensidade dos ataques russos não foi tão elevada quanto o comando militar havia prometido à liderança política do país.
Segundo o líder ucraniano, a rússia não demonstra intenção real de encerrar a guerra contra a Ucrânia nem de avançar em negociações de paz.
A Comissão Internacional da ONU reconheceu o deslocamento forçado e a deportação de crianças ucranianas pela rússia como crimes contra a humanidade. A recusa em devolver essas crianças à sua pátria também configura crime de guerra. Essas conclusões constam em um relatório apresentado ao Conselho de Direitos Humanos da ONU.
A comissão registrou pelo menos 1.205 casos de deportação de crianças ucranianas oriundas de territórios ocupados. Mais de 80% delas ainda permanecem sob controle das forças russas. Muitas foram colocadas com famílias na rússia ou enviadas para abrigos infantis em diversas regiões do país.
Em muitos casos, pais e parentes próximos sequer sabem onde seus filhos estão ou se algum dia poderão voltar para casa, segundo os investigadores da ONU. Especialistas em direitos da criança destacam que não se trata apenas de deportação física. Trata-se de uma tentativa de romper os laços das crianças com suas famílias, sua língua e sua identidade cultural — e, em última instância, com a própria Ucrânia.
O relatório enfatiza que a rússia estaria implementando uma política estatal coordenada, envolvendo autoridades em vários níveis, incluindo o lider russo putin. Vale lembrar que, em 2023, o Tribunal Penal Internacional emitiu mandados de prisão contra putin, sob acusação de deportação ilegal de crianças ucranianas.
Os soldados ucranianos demonstraram novamente alto nível de preparo em exercícios militares internacionais. Nos exercícios navais da OTAN REPMUS/Dynamic Messenger 2025, realizados em Portugal, os marinheiros ucranianos venceram todos os cinco cenários de combate. A informação foi divulgada pela publicação alemã Frankfurter Allgemeine https://www.faz.net/aktuell/politik/ukraine/nato-manoever-vor-portugal-ukraine-versenkt-alliierte-fregatte-accg-200633625.html
As forças da OTAN testaram a proteção de portos e comboios marítimos. A equipe ucraniana utilizou drones navais Magura V7 em diferentes configurações, desde reconhecimento até ataque. Durante uma simulação de ataque a um comboio, os drones ucranianos atingiram diversas fragatas da OTAN que, em uma situação real, teriam sido afundadas. Segundo relatos, mesmo minutos após a simulação, tripulações da OTAN ainda não haviam percebido o início do ataque.
De acordo com avaliações internas, a participação da Ucrânia foi considerada marcante e levou a OTAN a reavaliar suas estratégias de defesa contra drones. Os resultados indicaram que as forças da Aliança ainda não estão totalmente preparadas para os desafios da guerra naval moderna.
Os drones navais Magura já foram utilizados diversas vezes contra alvos russos no Mar Negro, causando perdas significativas. Trata-se de uma das primeiras plataformas navais não tripuladas capazes de atingir não apenas embarcações, mas também aeronaves e helicópteros.
Nos exercícios internacionais de cibersegurança Defence Cyber Marvel 2026, realizados em Singapura, a equipe das Forças Armadas da Ucrânia conquistou o segundo lugar. Ao todo, participaram 36 equipes, reunindo mais de 2.500 representantes de 29 países. Os cenários simulavam ataques a sistemas de controle militar e infraestruturas críticas.
A equipe ucraniana aplicou sua experiência prática no combate a ciberataques reais, especialmente aqueles atribuídos à rússia. As soluções desenvolvidas demonstraram alto nível de eficácia e aplicação prática. Os militares ucranianos continuam demonstrando preparo, coragem e capacidade técnica na defesa do país. Além disso, o país segue convocando voluntários estrangeiros para integrar suas forças, oferecendo a oportunidade de adquirir experiência militar moderna.