14 de Abril de 2026
Varon
Voluntário do Panamá
Vim para a Ucrânia ciente de que um país menor está lutando contra um maior. Ainda assim, acredito que Deus está do lado daqueles que buscam a liberdade.
Tomei conhecimento dessa guerra pelas redes sociais — vi vídeos, ouvi histórias e percebi que não podia ficar de fora. Entrei em contato com um compatriota que já havia estado na Ucrânia, aprendi todos os passos e vim por conta própria.
No meu país, servi em uma unidade especial da polícia nacional, onde recebi treinamento intensivo em operações em áreas urbanas e rurais. Essas habilidades se tornaram a base do meu preparo aqui na Ucrânia. Também fiz um curso de medicina tática, algo fundamental para prestar primeiros socorros de forma adequada a um camarada ferido em combate. A guerra moderna também envolve tecnologia: drones, novas armas e decisões rápidas. Por isso, entendo a importância de aprender constantemente.
Para mim, vir para a Ucrânia não foi apenas uma decisão, mas um chamado para servir. Quis dar minha contribuição à luta pela liberdade e usar minha experiência para ajudar as pessoas. Hoje, tenho certeza de que foi a decisão certa.
Fiquei profundamente impressionado com os ucranianos. A gratidão deles para com os voluntários estrangeiros é sincera e genuína. As pessoas se cumprimentam nas ruas, as crianças sorriem e, mesmo sem palavras, é possível sentir o apoio delas. Isso é muito motivador. O exército ucraniano também impressiona: trabalho em equipe, apoio mútuo e o princípio de “não abandonar os seus”. Isso é verdadeira irmandade. Além disso, a experiência do exército ucraniano é extremamente valiosa.
Acredito que a Ucrânia vencerá. Os ucranianos estão lutando pelo direito de viver livremente em sua própria terra. E, mesmo que sejamos “pequenos soldados” diante de um grande inimigo, a verdade e a fé nos dão força — como Davi contra o gigante Golias.
Para aqueles que estão pensando em vir, eu diria: esta deve ser uma decisão consciente. É preciso preparo físico e psicológico, compreensão e apoio da família e, principalmente, um desejo sincero de ajudar. Aqui, a guerra une pessoas do mundo todo. Servi com colombianos, peruanos, brasileiros, italianos e georgianos — e entre eles encontrei grandes amigos.
É aqui que você entende o verdadeiro valor da liberdade.
Glória à Ucrânia!