A Ucrânia assume a iniciativa na linha de frente

A Ucrânia assume a iniciativa na linha de frente

O número de ações ofensivas das Forças de Defesa da Ucrânia começou recentemente a superar o das forças russas. A declaração foi feita pelo Comandante-em-Chefe das Forças Armadas da Ucrânia, General Oleksandr Syrskyi. “A intensidade e o número de ações de combate por parte deles diminuíram. O número de ações ofensivas e de contra-ataque do nosso lado aumentou”, afirmou.

 

Analistas do Instituto Americano para o Estudo da Guerra também observam que as Forças de Defesa da Ucrânia estão recuperando a iniciativa tática em vários setores da linha de frente. Segundo os analistas, os contra-ataques ucranianos e os ataques de médio alcance contra a logística russa neutralizaram em grande parte o potencial ofensivo russo.

 

“A Ucrânia está penetrando cada vez mais profundamente na rússia. Os avanços russos no campo de batalha diminuíram drasticamente e podem até ter parado completamente”, escreveu o jornal britânico The Telegraph.

 

A guerra chegou a moscou

 

As Forças de Defesa da Ucrânia realizaram um ataque massivo contra refinarias de petróleo e instalações de defesa em moscou e nos arredores da capital russa. Em particular, foram atingidas a refinaria de petróleo de moscou, duas estações de bombeamento de petróleo e uma fábrica de defesa em Zelenograd, cidade próxima a moscou e uma das maiores fabricantes de microcircuitos da rússia. A destruição dessas instalações representa um golpe significativo para a logística de combustível e para as capacidades militares do estado agressor.

 

O sucesso dessa operação é especialmente importante, considerando que moscou e a região de moscou estão entre as áreas mais protegidas por sistemas de defesa aérea na rússia. No entanto, os resultados do ataque demonstram que já não existe um local seguro na rússia que os drones ucranianos não consigam alcançar.

 

Robôs ucranianos atacam com sucesso a infantaria inimiga

 

Combatentes da 100ª Brigada Mecanizada realizaram um ataque robótico bem-sucedido contra uma posição inimiga. Na cidade de Kostyantynivka, um grupo russo de sabotagem e reconhecimento ocupou um prédio abandonado para estabelecer uma base. Como não havia pessoal suficiente na posição ucraniana mais próxima, o comando da brigada decidiu atacar os invasores utilizando três complexos robóticos terrestres.

 

O primeiro drone terrestre serviu como isca, atraindo o fogo russo. Enquanto o inimigo estava distraído, um segundo drone kamikaze, carregado com 300 quilos de explosivos, aproximou-se pela retaguarda. O terceiro drone entregou armas adicionais aos soldados ucranianos posicionados nas proximidades para concluir a operação.

 

Após a explosão, os soldados ucranianos cercaram as ruínas e ofereceram rendição aos ocupantes sobreviventes. Eles recusaram e abriram fogo, após o que todo o grupo de oito soldados russos foi eliminado.

 

Drones de longo alcance foram armados com foguetes

 

Combatentes das Forças Ucranianas de Sistemas Não Tripulados utilizaram uma nova invenção contra o inimigo: foguetes não guiados lançados de drones de longo alcance, com alcance operacional de até 500 quilômetros.

 

Esses foguetes não guiados costumam ser utilizados por helicópteros e aeronaves de ataque contra alvos terrestres. Porém, na guerra moderna, a aviação tradicional já não consegue alcançar áreas onde os drones ucranianos operam.

 

“O método combinado de uso — um drone kamikaze com uma ogiva de 60 kg mais oito foguetes — abre possibilidades completamente novas”, afirmou o comandante das Forças de Sistemas Não Tripulados, um major com o codinome “Madyar”. 

 

Uma das táticas consiste em lançar primeiro os foguetes não guiados contra sistemas de defesa aérea e grupos móveis de fogo russos, para depois o drone atingir diretamente o alvo inimigo. Os grupos móveis de defesa aérea, armados com sistemas portáteis antiaéreos e metralhadoras, são particularmente vulneráveis a ataques com foguetes. “Madyar” aconselhou os soldados dos grupos móveis inimigos a se esconderem na vegetação e a não interferirem nas operações dos drones ucranianos.

 

A Ucrânia tornou-se uma verdadeira forja de armas modernas, e o exército ucraniano possui uma das experiências mais avançadas em guerra contemporânea. Os soldados ucranianos estão convocando voluntários estrangeiros para se juntarem às suas fileiras e estão prontos para compartilhar com eles a experiência militar mais moderna da atualidade.